Relato 02
A casa de um cidadão brasileiro é toda revirada, gavetas são jogadas pelo chão, roupas espalhadas pela casa, portas de guarda-roupas abertas, janela estourada. O sol penetrando no interior da residência que fora deixada trancada. A sensação é de total insegurança, diante do fato de alguém ter invadido sua privacidade, o aconchego de seu lar, de seu quarto, de seus pertences, adquiridos com muito suor. Revolta e trauma na esposa e filhos pequenos que doravante não querem mais dormir em seus quartos. Têm medo dos ladrões voltarem. Alarme, cachorro, guarda noturno. A paz, a tranquilidade no lar precisa voltar. Este é um dos lados do problema relacionado ao crescente uso de drogas. Do outro lado está o ladrão usuário de drogas. Lógico que há exceções, ganânciosos de toda sorte, inclusive na corrupção política, esta a causa maior da violência generalizada mas... aqui vamos tratar do uso de entorpecentes. Pois bem. O ladrão é preso e identificado pela polícia. Conduzido a Delegacia de Polícia, diz que tem 15 anos de idade. Aparenta mais ou menos 35 anos, tem família mas parece um mendigo. Os policiais acreditam que está mentindo a idade para safar-se à prisão. A Autoridade Policial deduz que caso estivesse escondendo a idade, diria que tem 17 anos, aproximando-se da maioridade penal que demonstra por sua caracteristica fisica. Então, o Delegado determina a localização de familiares e a apresentação de documento comprobatório da idade. Comparece a mãe do garoto e entrega seu documento de identidade, podendo se observar que a foto é de um menino completamente diferente daquele que está sendo detido em flagrante. A mãe conta que seu filho está viciado no crack desde os onze anos de idade, que já o internou várias vezes mas ele foge, retornando para a rua com o fim de roubar para sustentar o vicio. Diz que não sabe mais o que fazer e que seu alívio será quando vier a notícia de sua morte. A Autoridade Policial, mostra a foto na identidade ao preso e pergunta "quem é este da foto?". O garoto responde "sou eu!". "Você tem certeza, quanto tempo faz que você não olha para o espelho e vê o que o crack está fazendo com você?". O garoto nada responde, limitando-se a baixar os olhos em sinal de tristeza, como que retornando para sua "prisão psicológica". No íntimo, sabia que o crack o estava destruindo lentamente, porém já não tinha mais vontade própria para deixar o vício. O comando era do crack. De um lado a família violentada em sua íntima segurança, de outro uma família dilacerada pela perda do filho para o crack e no contexto uma pessoa perdida em si mesma, fruto do desajuste sócio-familiar que o tornou presa fácil do traficante.

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