Da árvore de Natal ao coelhinho da Páscoa
Costumamos reclamar muito do mundo, sem pensar nas coisas que podemos fazer para modificá-lo. Certamente, somos impotentes para impedir que crises aconteçam. Sentimos o seu peso com tanta intensidade, sentimo-nos paralisados e não conseguimos agir, nem para dar pequenos passos que resultarão em pequenas, mas significativas mudanças positivas.

No período do Advento, dias coisas me impressionaram, de um modo diferente ano passado, embora não sejam novas: como o mundo se esqueceu do verdadeiro significado do Natal: a comemoração do nascimento de Cristo! A cidade se enfeita toda de árvores de Natal e Papais Noéis. Onde estão os presépios e os símbolos do verdadeiro Natal, de Deus que se fez homem?

Onde está a busca pela esperança e os pedidos tão insistentes por paz? E essa foi a segunda coisa que me impressionou, todos pedindo e buscando paz. Mas, qual seria o significado desse pedido de paz? Um presidente que consiga dar conta da situação na Argentina? Radares que possam a tempo impedir fatos como os do dia 11 de setembro? Encontrar os responsáveis pela miséria e violência com que convivemos e até nos acostumamos? Uma situação política e econômica melhor para nosso país, nossa cidade, nossa comunidade, nossa família?

Existem diferentes formas de as pessoas expressarem seus pedidos por paz. Olhar para o exterior, procurando encontrar os culpados pelas mazelas do mundo e afastar de nós qualquer tipo de ação que provoque mudança é uma delas. Assim é mais fácil. Não nos comprometemos, não temos nada com isso!

Mas, se pensarmos no único sentido do Natal, vamos forçosamente nos voltar para o nosso interior e reconhecer quantos desmandos praticamos em nossas vidas, quantos aviões mandamos para destruir torres e nos vingar, quanta miséria afetiva e espiritual provocamos nos sentindo alheios às dores e à miséria de quem está próximo de nós.

Dia 13 de fevereiro, começa a Quaresma. Que nós possamos viver esse período procurando o real sentido. Que ele possa ser bem mais do que espaço de tempo que vai do fim do Carnaval ao início do próximo feriado prolongado: a Páscoa!

Que nós possamos enfeitar e iluminar nossas vidas, não com o sentido que o mundo nos cobra: a vinda do coelhinho e seus ovos de chocolate; mas que possamos nos entregar ao verdadeiro sentido da Quaresma, que é o da conversão, da reparação de nossos prejuízos.

Que cada um de nós consiga, no despertar do domingo de Páscoa, sentir a verdadeira felicidade por ter conseguido aproximar-se mais da única fonte verdadeira de nossa força, de nossa luz e de nossa vida Cristo ressuscitado!

Marina Drummond - Grupo de AE Santa Rita, São Paulo (SP)
Colaboração de Vera Gelas, coordenadora de Amor-Exigente de Marília

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