O Clone: Sinal dos Tempos.

Há pouco tempo, falar de dependência do álcool e de outras drogas, na melhor das hipóteses, constituía um grande incômodo. Quem ousasse abordar tal assunto não passava de um chato alarmista. A postura dominante era a de que o problema não existia e, se existia, era na casa do outro, preferencialmente, nos barracos e nos cortiços.

Com a ampla e benéfica ação da mídia (não há semana em que o tema não seja abordado em algum jornal de circulação nacional), da Campanha da Fraternidade de 2001; "Vida sim, Droga não", da comunidade científica, da Senad (Secretaria Nacional Anti-Drogas) e, sobretudo, da ação nacional do Amor-Exigente, a questão começa a sair dos porões e a mostrar sua cruel e real dimensão. Hoje está claro para boa parte da sociedade brasileira que não há nada mais democrático e dramático que o abuso de álcool e de outras drogas. Que elas se fazem presentes em todas as faixas etárias, a partir dos 10 anos de idade e em todas as faixas sociais.

O problema tornou-se tão grave e abrangente que não mais foi possível ignorá-lo. Praticamente, todas as macro-famílias possuem, pelo menos, um de seus membros comprometido pelo uso e/ou abuso, levando seus familiares a comportamentos enlouquecidos. Em boa hora, uma emissora de televisão resolveu abordar o assunto, em horário nobre, inserindo-o no enredo de uma novela. E o está fazendo com propriedade e responsabilidade, confrontando as famílias com uma realidade que ela, a família, sistematicamente tentou negar. A família brasileira está tendo a oportunidade de se ver, de se confrontar com seu despreparo e seus preconceitos a respeito desse assunto, mas que bom, está falando e discutindo o assunto, passando a ter preocupação objetiva e não meramente emocional. É a sociedade, por meio de seus vários segmentos (mídia, igrejas, comunidade científica, governo, organizações não-governamentais, etc), buscando olhar de frente a chaga que está na base do aumento vertiginoso da violência e da criminalidade, das mortes estúpidas e das incapacitações. É a família percebendo que, sozinha, está perdida. Que, em comunidade, encontra força para fazer o que tem que ser feito.

O Amor-Exigente tem indicado, de há muito, que a solução está na mudança do comportamento pessoal e na parceria entre si dos vários seguimentos da sociedade brasileira.

Este momento tem levado as pessoas a compreenderem o valor dos grupos de apoio, onde, em sigilo, familiares e responsáveis compartilham suas dores e angústias e, principalmente, experiências que dão certo e levam à superação da farmacodependência. No Amor-Exigente, que é uma proposta de ação, saímos da loucura do imobilismo e voltamos a ser funcionais, condutores de nossas vidas, sem culpa e sem culpar ninguém (frente à droga não há culpados, só vítimas). A experiência nos indica que de cada dez famílias que se mantém fiéis à proposta do AE e, semanalmente, participam do grupo de apoio, nove obtêm êxito.

As pessoas estão percebendo que a negação, a lamentação, a falação e o culpar não constituem solução. Estão compreendendo que somente a ação comunitária coesa, baseada na verdade, na justiça e na misericórdia, constitui solução efetiva para a dependência química, evitando assim que um seu ente querido, com comportamento inadequado, se torne mais um "clone" de dependente químico, vindo a fazer parte desta trágica novela. É admirável a ação de nossos líderes voluntários por todo o Brasil.

Desdobram-se para atender mais de 700 grupos, fazem palestras de sensibilização, dão cursos, participam de programas de rádio e televisão, escrevem para a mídia, dão e recebem treinamento, não se furtando aos mais variados pedidos de ajuda. A Febrae (Federação Brasileira de Amor-Exigente), por meio de sua equipe nacional, está administrando o Curso Nível 3 - Cuidando de quem cuida", com o objetivo de tornar seus voluntários, pessoas melhores para melhor servirem a comunidade. Sem a menor pontinha de dúvida, os voluntários constituem o Tesouro do Amor-Exigente. Sem a ação dos voluntários, o Amor-Exigente seria uma boa idéia e nada mais. Querido companheiro de sonhos e ideais, receba a minha gratidão pelo que você se tornou, líder e diferencial em sua comunidade, responsável pela transformação pela qual a sociedade brasileira está passando diante da problemática do uso e abuso de álcool e de outras drogas. Que a Divina Majestade e abençoe e mantenha, lúcido, justo e misericordioso.

Neube José Brigadão, vice-presidente da Febrae (Federação Brasileira de Amor-Exigente)

Vera Lúcia Lorenzetti Gelás
Pedagoga e coordenadora de AE

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