Perseverar e compreender: atitudes fundamentais para a recuperação
A psicóloga e coordenadora geral do processo de recuperação da Associação Promocional Oração e Trabalho (Apot), Laura Fracasso, responde algumas questões sobre as dificuldades de trabalhar o tema "Recuperação" nos grupos de apoio. Os assuntos abordados são desistência, reconhecimento de usuários ou dependentes, exames periódicos que acusam o uso da droga e se existem pessoas que nunca se recuperarão.Quais são as principais dificuldades para o retorno do familiar que desiste do tratamento? Quando o familiar do dependente químico desiste do tratamento, o dependente fica numa situação de grande vulnerabilidade, pois a família é o maior recurso que ele possui, já que os vínculos sociais do período do uso de substâncias deverão ser desfeitos para recomeçar o processo e estabelecer novos vínculos. Ter a família como referência e ajuda é fundamental, pois poderá auxilia-lo a lidar com os aspectos psico, sociais e espirituais da doença. Procurem se colocar no lugar de uma pessoa que tem de recomeçar a vida e que tem um histórico de dependência química e/ou alcoolismo e encontrarão um número significativo de dificuldades para serem enfrentadas, como reinserimento no trabalho, família, escola, amigos, preconceitos, sociedade que estimula o uso de drogas lícitas, lidar com situações, sentimentos, etc. Quando o dependente desiste do tratamento, as principais dificuldades serão: postura da família, aceitação da decisão tomada, interrupção do processo de auto-conhecimento, mais uma vez começar algo e não terminar, ter que enfrentar situações de risco sem estar adequadamente preparado, despreparo da família em recebê-lo, etc. A minha orientação diante desta situação é que esta decisão de desistência seja compartilhada com a família e com a equipe de tratamento para que todos possam opinar e se posicionar. Não é correto o dependente tomar a decisão sozinho e pretender que os outros aceitem e compartilhem do que ele decidiu. Até porque a família poderá não aceita-lo e ele deverá se organizar diferentemente.
Como diagnosticar se o caso é de dependência ou de usuário?
Existe alguém sem recuperação? E que tipo de pessoas são essas?
Devo ressaltar que esta minha resposta é para os casos de dependência química e alcoolismo sem outra doença associada, outra comorbidade. Pois, nestes casos deverá haver uma avaliação psiquiátrica e orientação de como proceder para ajudar a pessoa com outras doenças associadas.
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