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NÃO TEMAS
Todos os povos constituem uma só comunidade. Têm uma origem comum, uma vez que a Divina Majestade fez o gênero humano habitar a face da Terra. Têm igualmente um único fim comum. Por meio de religiões diversas, procuram os homens uma resposta aos profundos enigmas para a condição humana: o que é o homem, qual o sentido e o fim da nossa vida, o que é bem e o que é pecado, qual a origem dos sofrimentos e qual a sua finalidade, o que é a morte, qual o caminho para a felicidade e, finalmente, o que é aquele supremo e inefável mistério que envolve nossa existência, onde temos a nossa origem e para o qual caminhamos.
Todo ser humano tem percepção da força misteriosa que preside a vida, chegando, às vezes, ao conhecimento da Divina Majestade. Esta percepção desenvolve no homem um profundo sentimento religioso, único em cada ser humano.
Ao contemplarmos cada individualidade humana, com Verdade, Justiça e Misericórdia, constatamos que: "O que nos une é maior do que o que nos divide" (Lumen Gentium).
Estou convicto de que a mais poderosa "arma" do Reino do Mal é o semear da desunião no Reino do Bem, criando quirelas que consomem as forças que, inicialmente, se destinam ao crescimento do Bem. "Porque brigar pelas diferenças em vez de valorizar o esforço de encontrar Deus" - João Paulo II.
Hoje é claro para mim que todas as vezes que um ser humano se compromete, ativamente, independentemente do credo que professa, assistimos a manifestação da ESPIRITUALIDADE, já que todo bem tem origem no Ser Criador, a Divina Majestade.
Espiritualidade é aquilo que dá sentido à vida. São os valores de vida. É viver os ideais de vida.
O Amor-Exigente, por orientação do Padre Haroldo, tem o caráter pluralista, desenvolvendo, entre seus membros, profundo respeito às diversas manifestações religiosas e, sobretudo, estimulando que os mesmos sejam profundamente engajados em sua opção religiosa.
É natural que as lideranças locais contribuam com suas vivências religiosas, já que não é esperado e muito menos desejado que os mesmos percam sua identidade. E isto é bom, desde que seja feito com ABSOLUTO respeito às escolhas religiosas de todos os participantes.
Melhor do que falar em Deus é falar com Deus.
Este falar tanto pode ser de maneira espontânea, manifestando o que vive no coração, como através da recitação.
As orações espontâneas se mostram bem apropriadas ao contexto dos nossos grupos de apoio, podendo ser acompanhadas das recitadas que, universalmente, são reconhecidas e aceitas pelos credos, como "Pai Nosso" e a "Oração da Serenidade".
Cabe ao coordenador se inteirar das confissões dos membros de seu grupo, visando ao absoluto respeito, para refletir como deverá ser o momento de espiritualidade.
Uma coisa é certa: o momento de espiritualidade não se torna melhor pelo fato de ser longo, demorado. Um breve momento é suficiente para as pessoas se deixarem permear pelo sopro da Divina Majestade.
Estas são linhas mestras. A espiritualidade é tão própria da pessoa e/ou da comunidade que qualquer coisa mais que linhas mestras a destruiria.
Neube José Brigagão (Federação Brasileira de Amor-Exigente)
M M Assessoria & Comunicação S/C Ltda
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