JOVEM BRASILEIRO TOMANDO TODAS
Um levantamento feito pelo Cebrid em dez capitais brasileiras com estudantes de
primeiro e segundo graus indica isso. "A pesquisa aponta um aumento no consumo
pesado, ou seja, cresceu o número de entrevistados que bebem mais de vinte vezes por
mês", diz o psicólogo Ricardo Tabach. "Isso é preocupante", acrescenta.
Segundo a pesquisadora Ana Regina Noto, também do Cebrid, a família não ajuda muito.
"Um em cada três brasileiros prova álcool pela primeira vez na própria casa, quase
sempre oferecido pelos pais", informa. Segundo ela, os refrigerantes foram
praticamente abolidos nas festinhas de jovens. A cerveja rola solta e até alguns porres
são tratados com a anuência e a condescendência dos pais, como se fossem algo normal.
Não são. "Isso acontece porque a sociedade não considera o álcool uma
droga", diz ela. Outro problema é que se costuma achar que na juventude tudo é
episódico e passageiro. Quando se trata de bebida, ocorre o contrário. Se um adulto leva
de dez a quinze anos para se tornar um alcoólatra, um adolescente precisa apenas de seis
meses a três anos para incorporar o vício. Além disso, o uso abusivo do álcool provoca
problemas sociais. Segundo a pesquisa do Cebrid, o álcool está no sangue de sete em cada
dez brasileiros mortos violentamente de acidentes de carro a assassinatos. Esses
problemas são agravados pelo fato de a legislação ser pouco respeitada. Poucas coisas
são tão fáceis de comprar no Brasil quanto o álcool. Embora a venda seja proibida para
menores de 18 anos, ninguém obedece à lei. A mesma pesquisa mostra que não chega a 1% o
número de adolescentes que dizem "garçom, um chope" e não são atendidos. SUPER INTERESSANTE Abril FEVEREIRO 2000 Veja mais:
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